Jovens adultos que se percebem solitários parecem se sentir menos recompensados por estímulos sociais agradáveis do que aqueles que não relatam solidão: imagens de ressonância magnética (IRM) funcional mostraram que ver fotos de pessoas produzem ativação mais fraca do estriado ventral.1 Um estudo de coorte do Reino Unido havia mostrado que o isolamento induzido por luto recente está associado a um padrão alterado dos níveis de cortisol diurno, que é associado ao aumento de morbidade e mortalidade.2 Em roedores, o isolamento forçado leva à redução do volume em áreas do hipocampo, que em humanos são associadas à depressão e alterações na plasticidade neuronal.3 A solidão prejudica a ativação do cérebro em resposta a estímulos sociais e não-sociais agradáveis Esses três exemplos dos profundos efeitos do isolamento foram alguns dos descritos por Marian Oquendo em sua plenária.