E-mental health está revolucionando e reconfigurando a prática clínica de saúde mental no mundo todo

E-mental health está revolucionando e reconfigurando a prática clínica de saúde mental no mundo todo. Em um instigante simpósio internacional realizado durante a EPA 2018, falou-se sobre as oportunidades e os obstáculos da implementação destas novas tecnologias na Europa, nos Estados Unidos e na América do Sul.

Recursos online, aplicativos para smartphone, mídias sociais e  videoconferências auxiliam e aprimoram os serviços e a prática clínica de saúde mental no mundo todo. Além disso, possibilitam a troca global de idéias e de conhecimentos.

Durante um instigante simpósio realizado dentro do EPA 2018, palestrantes dos EUA, Reino Unido e América do Sul compartilharam experiências e pontos de vista sobre as oportunidades e os desafios das novas tecnologias.

As tecnologias de E-mental health têm um potencial enorme para auxiliar e melhorar os serviços e a prática clínica de saúde mental no mundo todo.

As palestras mostraram como e-mental health pode ser utilizada para personalizar e aprimorar a qualidade do atendimento aos pacientes e para fornecer recursos psicoeducacionais a pacientes, cuidadores e profissionais de saúde.

Também foram feitas apresentações sobre como os profissionais de saúde usam as mídias sociais para embasar e melhorar a prática clínica diária.

A telepsiquiatria nos EUA como resposta à falta de profissionais de psiquiatria e de serviços comunitários

Nos EUA, o Departamento de Assuntos de Veteranos de Guerra, responsável pelo atendimento de saúde a quase 5% da população segurada, tem sido líder no desenvolvimento de telepsiquiatria, conforme nos revelou Sofia Frangou, Profa. da Faculdade de Medicina Icahn, Mount Sinai, Nova Iorque.

O Departamento de Assuntos de Veteranos de Guerra provê atendimento médico a membros atuais e da reserva das forças armadas dos EUA, assumindo o protagonismo no apoio aos que se apresentam com transtornos mentais. Considerando que mais de 4000 áreas dos EUA são definidas como áreas com escassez de mão-de-obra e de serviços psiquiátricos, a telepsiquiatria pode preencher uma lacuna importante, tanto para a população militar, quanto civil.  A falta de cobertura foi resolvida com a telepsiquiatria, que utiliza tecnologia de videoconferência em “ambientes com supervisão clínica", normalmente clínicas ou hospitais locais.

A telepsiquiatria nos EUA utiliza tecnologia de videoconferência em “ambientes com supervisão clínica", normalmente clínicas ou hospitais locais.

Por outro lado, os psiquiatras que prestam esse tipo de serviço se deparam com inúmeros desafios.  Eles precisam ser licenciados e credenciados pelas organizações locais de cada estado em que se encontra o paciente no momento da interação, ou estabelecer um acordo que dispense a obtenção desta licença, o chamado "privilege by proxy”. Além disso, alguns estados exigem a presença de profissionais de saúde junto ao paciente, bem como visitas presenciais.

A proteção da privacidade é crítica, porém apresenta desafios em telepsiquiatria. A lei de Portabilidade e Responsabilidade do Seguro de Saúde (HIPAA) requer que os sistemas de videoconferência façam a criptografia de toda informação de saúde, sendo que leis estatais podem impor exigências adicionais para garantir a privacidade do paciente.

Aplicativos populares e eficazes para intervenções de e-mental health estão cada vez mais disponíveis

Os aplicativos para smartphone são usados para avaliar sintomas, para educar, para localizar recursos e até para acompanhar o progresso do tratamento - relatou Olivier Andlauer, psiquiatra consultor em Londres.

O Dr. Andlauer descreveu o trabalho da Seção de e-Mental Health da EPA. Seus objetivos incluem: demonstrar a eficácia dos aplicativos de e-mental health, aprimorar o conhecimento sobre as oportunidades oferecidas e promover a elaboração de diretrizes e normas regulatórias.

Os aplicativos para pacientes permitem monitorar fatores relacionados ao estilo de vida e à detecção precoce de eventos adversos.

mPivas (Intervenção Psicoeducacional em saúde mental X efeitos colaterais Induzidos por Antipsicóticos) é um aplicativo de e-mental health para Androide desenvolvido pela EPA para pacientes. Foi financiado pela União Européia e permite o monitoramento de fatores relacionados ao estilo de vida e à detecção precoce de eventos adversos.  O grupo achou o aplicativo particularmente útil para a identificação precoce de eventos adversos, o que permitiu a mudança adequada da medicação.

A Profa. Frangou falou sobre modelos híbridos de e-mental health iniciados na universidade, onde os aplicativos são usados para o monitoramento passivo e a coleta de dados, que permitirão a ulterior análise de big-data. Entretanto, ela alertou para o fato de que há milhares de aplicativos de e-mental health disponíveis no mundo todo, sem que haja, regulamentação que garanta a exatidão de seu conteúdo ou a segurança do uso.

Recursos de e-mental health para a psicoeducação

Os profissionais de saúde mental dispõem de inúmeros recursos educacionais no mundo todo, porém o Dr. Olivier nos aconselha a utilizar recursos credenciados por organizações confiáveis.

O Prof. Rodrigo Cordoba Rojas, da Universidade de Bogotá, Colômbia, e ex-Presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina, descreveu como os 18 países e 25 mil psiquiatras da associação desenvolveram um recurso on-line para o transtorno bipolar.

Os recursos de e-mental health constituem um instrumento valioso para a educação de profissionais, pacientes e cuidadores

Da mesma forma, os recursos educacionais de e-mental health e os grupos de apoio estão disponíveis no mundo todo para pacientes e cuidadores, mas nem todos são úteis ou trazem informações exatas. O Dr. Olivier disse ser necessário orientar pacientes e suas famílias quanto ao uso desses recursos.

O uso das tecnologias de e-mental health coloca alguns desafios que incluem a falta de internet de banda larga em áreas rurais e remotas, e o uso por pacientes mais idosos, que têm dificuldade de trabalhar com soluções digitais - disse a Profa. Frangou.

Grupos fechados nas mídias sociais constituem importante fonte de apoio para os profissionais de saúde

Por fim, o Dr. Olivier discorreu sobre o uso das mídias sociais para os profissionais de saúde, provendo informação sobre tratamentos e fonte de apoio entre pares.

Ele descreveu como, segundo sua experiência, o uso de grupos fechados nas mídias sociais permitiu aos profissionais de saúde trocar imagens e histórias de pacientes anônimos, para obter aconselhamento sobre a gestão de um caso.

Além disso, os grupos fornecem apoio emocional positivo e logístico a seus membros.

Toda forma de comunicação que ocorre em grupos fechados de médicos, através das mídias sociais, deve proteger a privacidade dos pacientes. Imagens só podem ser compartilhadas com a permissão de pacientes e de seus familiares.

O Dr. Olivier alertou que todas as comunicações dentro desses grupos devem proteger a privacidade do paciente e que as imagens só devem ser compartilhadas com os pacientes e suas famílias.

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