Orientações necessárias no aconselhamento sobre biomarcadores

Os médicos valorizam os biomarcadores ao avaliar o comprometimento cognitivo leve, porém não têm certeza sobre a melhor maneira de discutir suas implicações com os pacientes. Nem todos os pacientes recebem aconselhamento antes de testes para biomarcadores.

Os centros especializados variam consideravelmente em sua prática ao aconselhar pacientes com comprometimento cognitivo leve (CCL), acerca das implicações de testes para biomarcadores, de acordo com uma pesquisa feita na Europa. Ao apresentar essas descobertas, Kristian Steen Frederiksen (Rigshospitalet, Copenhague, Dinamarca) sugeriu que os centros demonstrassem a necessidade de oferecer aos médicos orientações adicionais nessa área difícil.

Todos os 69 centros do Consórcio Europeu da Doença de Alzheimer (European Alzheimer’s Disease Consortium) foram convidados a participar da pesquisa on-line. As respostas vieram de 35 centros, com um total de 110 médicos participantes. 

As incertezas no conceito de CCL e a implicação dos dados dos biomarcadores são difíceis de serem comunicados

 

Dificuldades na divulgação e na interpretação

Cerca de 70% dos entrevistados disseram que sempre ou quase sempre tiveram uma conversa geral com o paciente sobre a decisão de medir biomarcadores antes de coletar amostras. Todavia, 30% dos entrevistados não oferecem aos pacientes, de forma rotineira, a chance de ter essa conversa.

Em relação a pontos mais específicos, apenas 40% dos entrevistados sempre ou quase sempre discutem como os resultados dos biomarcadores podem afetar a capacidade de prever o risco de progressão da doença. Pouco mais de 60% discutem como o teste pode afetar a capacidade de diagnosticar a patologia ou a doença subjacente, antes da coleta de amostras.

Tanto o conceito de CCL como as implicações dos resultados dos biomarcadores são incertos, e essa incerteza é difícil de ser comunicada para os pacientes.

 

Marcadores de amiloide e da proteína tau classificados como mais valiosos que a imagem por ressonância magnética (IRM) como preditores de progressão da doença

Na divulgação do diagnóstico, pouco menos de 70% dos entrevistados sempre ou quase sempre utilizam o termo “comprometimento cognitivo leve”. Cerca de um quarto fala em termos de “comprometimento cognitivo, mas não em demência”. Menos de 5% utilizam o termo “pré-demência” ou “demência leve”.

Ao discutir as implicações do diagnóstico, 40% dos entrevistados sempre ou quase sempre abordam o risco de progressão e 31% discutem a provável causa subjacente. Apenas 21% discutem rotineiramente o direcionamento e 14% outras questões legais.

Em relação aos biomarcadores avaliados, mais de 70% dos entrevistados utilizam sempre ou quase sempre IRM, mas apenas cerca de 10% utilizam tomografia por emissão de pósitrons com FDG (PET-FDG) ou biomarcador do fluido cerebrospinal com frequência e menos de 5% são usuários rotineiros de PET-amiloide. Contudo, em termos de previsão da progressão em pessoas com CCL, os entrevistados classificam os marcadores de amiloide e de tau como mais valiosos que a IRM ou o PET-FDG.

 

Leitura adicional:

Visser PJ, et al. Biomarkers in Medicine 2012;6:4

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