Precisamos sempre tratar a depressão por muitos meses?

O transtorno depressivo maior sempre precisa de tratamento de longo prazo? Esta foi uma questão chave abordada pelos palestrantes que analisaram o curso da depressão maior e da depressão pós-parto.

Eduard Vieta, da Espanha, apresentou informações sobre os aspectos episódicos e crônicos do transtorno depressivo maior (TDM) e como as mudanças nas estratégias de tratamento podem reduzir sua cronicidade em alguns pacientes.

O diagnóstico de TDM por meio dos critérios do DSM-5 é baseado em um episódio relativamente curto, caracterizado por mudanças no afeto, na cognição e na funcionalidade. Os pacientes podem receber um diagnóstico de TDM como resultado de um único episódio; no entanto, muitos pacientes possuem episódios recorrentes de duração variável, separados por períodos de remissão. Além disso, os pacientes com doença crônica normalmente experimentam sintomas residuais durante os períodos de remissão, e estes carregam consigo a morbidade da doença e um maior risco de recaída.1,2

Quando o TDM se torna crônico?

Procure tratar de forma rápida e eficaz, alcançando a remissão completa sem sintomas residuais

Pacientes que respondem rapidamente ao tratamento e apresentam remissão dentro de 6 semanas, a contar do início do tratamento, são mais propensos a permanecer livres de sintomas residuais em longo prazo.3 Esta é, portanto, uma consideração importante ao tratar os pacientes. Os médicos devem ter como objetivo tratar de forma rápida e eficaz, e alcançar a remissão completa, sem sintomas residuais, de modo a evitar a recorrência da doença.

A história do desenvolvimento de novos antidepressivos trouxe, sem dúvida, muitas melhorias para os pacientes. Por muitos anos, o foco tem sido nos mecanismos de ação monoaminérgicos, porém essas terapias podem não ser suficientes para controlar todos os sintomas em alguns pacientes, bem como esses medicamentos podem levar várias semanas para atingir seu efeito terapêutico máximo. Isso apresenta desafios para os pacientes e médicos no manejo rápido de novos sintomas. O desenvolvimento de novos antidepressivos com um curto período de tempo para o efeito máximo pode permitir um tratamento rápido de novos episódios de depressão e tem o potencial de melhorar a cronicidade do TDM para alguns pacientes.

Depressão pós-parto muitas vezes não é diagnosticada

Uma grande proporção de mulheres com DPP não é reconhecida e nem diagnosticada

Uma forma episódica de TDM é a depressão pós-parto (DPP), que foi discutida por Siegfried Kasper, da Áustria. Se trata do TDM que é definido como temporário, durante a gravidez ou em até um ano após o parto. Os fatores de risco específicos para a DPP incluem fatores associados à gravidez, tais como flutuações hormonais4 e estressores perinatais,5 incluindo a dificuldade de amamentar e/ou de criar um vínculo com o bebê, o isolamento social e a ansiedade. Atualmente, uma grande proporção de mulheres com DPP não é reconhecida, nem diagnosticada e, dentre aquelas que são diagnosticadas, muitas não são tratadas. Não há consenso sobre a eficácia das opções de tratamento atualmente disponíveis na Europa, e qualquer tratamento deve abordar a segurança do bebê durante a gravidez e/ou a lactação.5

O diagnóstico oportuno e o tratamento eficaz da depressão em seus estágios iniciais têm o potencial de reduzir sua cronicidade e, portanto, o fardo da doença nos pacientes.

Our correspondent’s highlights from the symposium are meant as a fair representation of the scientific content presented. The views and opinions expressed on this page do not necessarily reflect those of Lundbeck.

Referências
  1. Vieta E et al J Affect Disord 2008;107:169
  2. Mascha C et al. J Clin Psychiat 2010;71:984–91.
  3. Nierenberg AA et al. Psychol Med 2010;40:41–50.
  4. Schiller CE et al. CNS Spectr 2015;20:48-59
  5. Menard C Neurosci 2016;321:138–62
  6. Berle JO et al. Curr Womens Health Rev 2011;7:28–34
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